Contra o sionismo, solidariedade ao camarada Zé Maria (PSTU)!
- 8 de mai.
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Na última semana, mais precisamente no dia 28 de abril, veio à tona a condenação do camarada Zé Maria, ex-metalúrgico e quadro histórico do PSTU, a 2 anos de prisão. Seu crime: falar a verdade às massas. Essa condenação ocorre por ter expressado, em ato na Avenida Paulista em outubro de 2023, o posicionamento hegemônico e coerente da esquerda marxista brasileira em relação ao Estado Genocida de Israel, posicionamento alinhado à defesa do fim do massacre a que população Palestina está submetida há décadas e que se agrava, a passos largos, nos últimos anos.
Zé Maria foi e continua sendo um quadro fundamental nas fileiras contra a burguesia brasileira e mundial, fortalecendo, por meio de sua organização, gerações de militantes trabalhadores que buscam se armar, intelectual e materialmente, contra um sistema que os explora, não prescindindo da denúncia aos setores reformistas de esquerda que, ao pactuarem com os setores hegemônicos da burguesia, fortalecem a extrema-direita. Com esta condenação, comprova-se que o lobby sionista avança na mesma proporção em que as contradições da politica genocida de Israel se escancaram ao redor do mundo, tendo também como um de seus campos de atuação as disputas ideológicas no Brasil.
Deve-se sublinar que mesmo fazendo criticas a Israel no âmbito do discurso público e diplomático, o governo brasileiro (PT) não travou sequer uma batalha forte contra a expansão do lobby sionista no país. Para além de alguns parlamentares terem votado contra o projeto de Tabata Amaral (PSB) para equiparar críticas ao Estado Genocida de Israel a antissemitismo, em alinhamento à Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), não se observa, por parte do governo, rompimento de qualquer relação econômica com Israel, inclusive exportando petróleo para o Estado Sionista.
Para qualquer leitor atento da conjuntura, nota-se que o pilar de sustentação de qualquer hegemonia política está justamente na sua possibilidade de reprodução do ciclo econômico, tanto na esfera nacional quanto internacional. Em outras palavras, um combate efetivo do sionismo passa necessariamente pelo rompimento econômico com Israel, visto que sem tal ruptura as críticas no plano político não passam de sustentações retóricas de um dever-ser, que mascara a continuidade de uma relação que continua sólida em seu eixo central: a economia.
A estratégia do lobby sionista é clara e já conhecida: confundir as massas fazendo com que a crítica ao sionismo — uma ideologia racista e supremacista — se passe por anti-semitismo — um preconceito étnico-racial contra os povos semitas, dos quais fazem parte tanto árabes quanto judeus —. Essa tática vitimista dos setores políticos que hoje governam Israel é usada para blindar sua agenda genocida em curso no Oriente Médio: agora não mais somente na Palestina, mas também ao sul do Líbano e no Irã.
As investidas militares para o atual governo de Israel são como o pedalar de uma bicicleta: se parar o governo cai. O papel imperialista que desempenha o governo Netanyahu vem entrando em contradição com a própria população judaica ortodoxa no seio de Israel, como se pode observar com a crise dos alistamentos. Internamente, Netanyahu tenta justificar sua política bélica pela retórica de “guerra justa do bem contra o mal" para, utilizando-se de um inimigo externo, estabelecer um contrapeso ao escândalo de corrupção na qual ele é réu: o primeiro-ministro sionista é acusado de ter aceitado favores para beneficiar empresários, negociado a divulgação de versões favoráveis ao imperialismo de Israel com um grande jornal em troca da repressão da concorrência na imprensa e subornado a grande imprensa com marcos regulatórios favoráveis para uma cobertura positiva de sua política; acusação que não vem de hoje, sendo Netanyahu investigado desde 2016, indiciado em 2019 e estando em julgamento desde 2020.
A prisão de Zé Maria, frente a tal conjuntura, é inadmissível, pois busca calar as vozes daqueles que denunciam o escancarado e desumano avanço imperialista de Israel e prejudicar uma figura de profunda relevância na luta contra a opressão capitalista por meio da imputação de um crime que não foi cometido. A prisão de Zé Maria sob a justificativa de racismo é uma cortina de fumaça para a crítica e grave conivência da República Federativa do Brasil com as políticas genocidas do governo sionista de Israel.
Declaramos, assim, a nossa mais profunda solidariedade com o camarada Zé Maria e a estendemos a todos aqueles que lutam contra o genocídio palestino. Lutar pelo futuro é uma tarefa árdua que só pode ser levada a cabo por meio de um absoluto comprometimento com a verdade, ainda que o capital insista em utilizar de todos os meios possíveis para suprimir nossas vozes e obscurecer a esperança.
Pela absolvição do camarada Zé Maria!
Palestina livre, do rio ao mar!




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